O preço de imóveis residenciais no Brasil tem tido uma forte alta na última década, acompanhando o forte crescimento econômico e a estabilidade da economia financeira. A isso, devemos atrelar também a maior facilidade de crédito por parte dos bancos públicos e privados e ao crescimento a renda e do emprego no Brasil. Esse cenário foi perfeitos para a disparada no preço dos imóveis, levando consigo também o valor dos aluguéis as alturas.
No entanto, o tempo passa e a máxima conhecida por todos de que tudo que sobre tem que desce começa a preocupar o mercado imobiliário. Segundo o índice FipeZap de janeiro, a alta do preço dos imóveis residenciais brasileiros continuou em 1,1% como no mês anterior. Essa tendência de diminuição na alta dos valores dos imóveis iniciou-se em abril de 2011, quando ouve alta de 2,7%. Isso pode ser a demonstração de que o mercado encontrou um ponto de equilíbrio e que os preços possam estacionar nesse patamar por algum tempo.
Uma desvalorização para prematura no momento, porém, devemos sempre ficar atentos as condições da economia global e possíveis indícios de que possa estar afetando o Brasil. Esse cenário pode sim acender uma luz de alerta na cabeça do investidor, colocando-o para refletir sobre a possibilidade de venda nesse momento de alta. Assim como ocorre na bolsa de valores, se muitas casas forem colocadas a venda, a oferta aumenta muito e a demanda espera pela diminuição dos preços.
Nesse momento, quem deseja comprar a casa própria deve refletir sobre sua real necessidade. Caso já possua uma casa, aguarde para saber se o mercado reage para baixo nos preços. Caso compre sua primeira casa, faça uma pesquisa em sua região e compare preços e ofertas das construtoras e proprietários.
Voltando para os dados da pesquisa FipeZap, o desempenho dos imóveis residenciais, porém, varia de cidade para cidade. No Rio de Janeiro, janeiro registrou uma alta ligeiramente maior que dezembro, de 1,3% contra 1,1% no mês anterior. Já em São Paulo, a queda na valorização foi de 1,4%, contra 1,2% em dezembro. Belo Horizonte e Fortaleza registraram altas bem modestas: de 0,5% contra 0,8% em dezembro, e de 0,4% contra 0,6% em dezembro, respectivamente.
O Distrito Federal chegou a apresentar queda de 0,2% em dezembro e, em janeiro, apresentou zero de valorização. O Recife é um ponto fora da curva. Embora tenha visto uma desaceleração na valorização a partir de abril, os percentuais ainda têm sido altos em relação às demais capitais. E desde novembro, a valorização voltou a crescer. Em dezembro foi de 2,4%; em janeiro, passou para 3,4%.