
Para quem ainda vive de aluguel comprar a casa própria é o maior sonho da família. Para quem já conseguiu o imóvel, o objetivo é quitar o financiamento e livrar-se das prestações. A compra da casa própria envolve, antes de tudo, disciplina e planejamento. Para saber por onde começar, veja as quatro etapas fundamentais para concretizar esse projeto.
Elabore de modo simples, mas honesto, uma planilha de controle de todo o orçamento familiar. Some a renda líquida de todos que contribuem com o orçamento doméstico para saber a renda total da casa. Depois, faça a lista detalhada de todas as despesas. Você pode separar por tipo, por exemplo, alimentação, educação, lazer, aluguel, tarifas e impostos, saúde. Melhor ainda é ter uma visão anual, dividindo os gastos por mês e inserindo no período correspondente as despesas que não são constantes, como matrícula escolar, presentes de Natal e outros.
Se as contas estiverem no azul, você já estará avançando em direção ao seu objetivo. Discuta em família o valor a ser poupado por mês e abra uma poupança ou aplicação rentável com a finalidade exclusiva de financiar a compra do imóvel. Cuidado para não usar essa reserva em qualquer emergência ou nunca terá um valor para ajudar na entrada ou na reforma, se for o caso.
Lembre-se que a aprovação de crédito para a compra de um imóvel depende de sua situação no mercado. Se houver existência de empréstimos não quitados, títulos protestados, a probabilidade de obter financiamento fica quase inexistente.
Tendo as contas equilibradas e o dinheiro poupado religiosamente, analise as possbilidades para concretizar seu objetivo: utilizar os recursos do FGTS, financiar diretamente com a construtora, com a instituição financeira, obter empréstimo. Nunca se esqueça de somar o aluguel à prestação que começará a pagar até que possa sair do imóvel alugado para sua casa própria.
Parece simples mas muitas famílias se perdem nas despesas por falta de planejamento. Quando se avalia uma prestação de imóvel isoladamente pode não representar uma grande despesa. Ao se somar os gastos mensais e indispensáveis da família é que a coisa a coisa muda de figura. Nesse caso, melhor adiar a compra e dar um passo seguro do que sofrer com inadimplência depois.